Você confia?

Acredito que estabelecemos relações de confiança com as pessoas em geral. E, loucura ou não, nossa tendência ainda é confiar. Quando os carros param na faixa para os pedestres, atravessamos porque confiamos que o sujeito não vai mudar de ideia e acelerar o carro sobre nossos frágeis corpos. O mesmo acontece quando dormimos em hotéis e não achamos que alguém vai entrar no quarto no meio da madrugada. Continuar lendo Você confia?

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Pequenos sofrimentos

No meio de tudo mais que temos que fazer na vida, a gente se acostuma. A gente come um monte de leite-condensado, fica meio mal, mas está ocupado demais para dar atenção para essa dor. A gente tem namorados ruins*, empregos terríveis e vai a lugares que não gostamos muito.  Entre o trânsito de manhã cedo, o horário de almoço curto demais, as roupas para lavar, deixamos o que dói, o que não é tão bom, continuar na nossa vida, porque estamos ocupados demais para nos observar, para questionar se aquilo deveria mesmo estar ali e ser daquele jeito. Ou estamos apenas acostumados demais e não somos nem capazes de enxergar que pode ser melhor, mais bonito, mais alegre. Continuar lendo Pequenos sofrimentos

O sentido da vida diante do asfalto (ou o dia em que fui atropelada)

Saí de casa numa manhã quase fresca para os padrões cuiabanos. Subi a rua feliz pela sexta-feira que chegava após uma semana longa. Em menos de 10 minutos, estava cruzando a avenida, já quase em frente ao local que deveria ir. Vi uma moto. E, logo, estava no chão. O asfalto é menos quente do que eu poderia supor numa cidade cuja temperatura normal costuma ser acima de 30 graus. Continuar lendo O sentido da vida diante do asfalto (ou o dia em que fui atropelada)